“Porque a circuncisão somos nós, aqueles prestando culto no Espírito de Deus, e nos gloriando em Jesus Cristo, e não tendo confiado n[a] carne.” (Fp 3:3)


A circuncisão era um sacrifício feito na carne e que distinguia o povo de Israel dos outros povos como um povo consagrado a Deus. Era um sinal distintivo do seu povo escolhido, um sinal, um selo permanente de sua consagração a Ele. Era a marca na congregação do Velho Testamento como é o batismo no Novo, e consequentemente é chamada de aliança da circuncisão.
Paulo disse: “Porque a circuncisão somos nós” – isto é, nós somos o verdadeiro povo de Deus, o verdadeiro povo consagrado a Ele, a verdadeira semente de Abraão e herdeiros do testamento que foi confirmado pelo sinal da circuncisão. Pois a verdadeira circuncisão é a do espírito e não da letra, por dentro, e situada no coração, não visível como com a circuncisão da carne, nós que aceitamos pela fé o sacrifício da carne na cruz de Cristo. Nós reconhecemos a total corrupção da carne e sua falta de poder para prestar um culto a Deus. A carne não pode prestar culto a Deus, pois só pode ser oferecido no Espírito. Desde a cruz a única verdadeira circuncisão não é uma ordenança carnal, mas a ação de eliminar os pecados da carne (Cl 2:11). Circuncisão do coração é o reconhecimento do fato de que a carne morreu na cruz de Cristo. Somente à medida que a alma aceita isto e “usa a faca afiada” (circuncisão) do autojulgamento na sua carne, ele é libertado do poder dela. Devemos andar no Espírito e cortar fora as obras da carne, circuncidá-la.
Nossa adoração deve ser pelo Espírito de Deus, no Espírito de Deus, andando no Espírito e não na carne. Não devo oferecer culto a Deus confiada nas minhas habilidades artísticas, ou no meu dom, ou unção ministerial, confiada em obras carnais (feitas por mim) e que trazem glória humana, uma vã glória. Devo prestar culto a Deus apenas pelo Espírito de Deus, através dele, não me gloriando na carne, em meus feitos, méritos, ou em quem sou, mas em Jesus, em quem Ele é e no que Ele fez e faz e em seus méritos. Nossa glória é Ele.
A adoração que Deus se agrada é essa, seja qual for a área ministerial. Se não for pelo Espírito, em obediência à liderança do Espírito de Deus, é obra da carne (Rm 8:8) e isso é muito sério pois afeta a igreja; ao invés da igreja receber da água do Espírito, recebe da carne (Gl 6:8; Gl 5:16).
No Espírito não há pecado, não há condenação, não há morte, só vida e paz (Rm 8:1-2, 5-8).
Quanto menos confiança na nossa carne nós tivermos, ou seja, naquilo que a carne pode produzir, mais Deus tomará o controle de nossas vidas e mais o poder de Deus será visto (2Co 12:9):
“E Ele me disse: ‘Minha graça é suficiente pra você, pois minha força , meu poder, torna-se perfeito, completo no enfraquecimento’. Muitíssimo alegre eu me gloriarei muito mais em minha fragilidade, a fim de que a força, o poder de Cristo arme sua tenda sobre mim tomando posse da minha vida”.
A graça é suficiente para adorarmos a Deus e não os feitos da carne ou a sabedoria humana. Ministrar ao Senhor sem a dependência do Espírito, sem ser por Ele, é ministrar confiado na carne, isto é, confiando que a carne pode fazer isso. Mas ela não o pode, pois o Espírito Santo é o condutor que nos leva a Deus e nos traz a Sua manifestação. É Ele que promove quebrantamento, libertação, curas, salvação e verdadeira paz e alegria dentro do nosso coração.
Atualmente temos visto uma verdadeira manifestação carnal em muitas reuniões que deveriam ser de adoração genuína e de manifestação divina. Músicas são entoadas não para agradar a Deus, mas ao “público”. São músicas e motivações geradas pela carne e para a carne e não pelo Espírito Santo e para Deus. O que está ocorrendo é algo que satisfaz a carne de um modo geral, mas só para os que andam nela e não no Espírito. Às vezes as pessoas nem percebem que ficaram com a liturgia, ou a prática externa de culto, e que se esqueceram do que motivava essa prática. Perdeu-se o brilho, a essência, a unção, a liderança do Espírito, a naturalidade e ficou apenas a aparência e desfigurada. As pessoas estão cultuando pela carne, gloriando-se nos seus feitos e confiando nela. O culto ministrado na carne, por confiar no que ela é capaz e orgulhoso do que ela fez e está fazendo, ou seja, em suas obras, é lixo, esterco, e serve de adubo para mais carnalidade…
Confiar nos feitos da carne e se gloriar neles não produz a verdadeira adoração a Deus. O verdadeiro adorador adora pelo Espírito de Deus, gloria-se em Jesus, Ele é a sua glória e não as suas obras ou habilidades musicais.

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Sobre Maria Amélia

Sou esposa e mãe.

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  1. claudicelia silva de oliveira disse:

    Graça e Paz, concordo plenamente com tudo que a pastora escreveu, estamos mesmo vivendo um tempo em que as pessoas não querem adorar o REI da GLORIA, e sim satisfazer a carne perante homens, chegou o tempo de DEUS mudar a história da nação, Celia

  2. jean disse:

    muiyi bueno senhorita

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